A Nova Política do PT de Pernambuco.

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RECIFE – PT de Pernambuco tem se notabilizado por diretrizes equivocadas, tomadas no calor de debates em que os processos democráticos de outrora não são mais conduzidos pelas várias correntes ideológicas do partido quando tinham oportunidade de se manifestarem livremente, e, sim, como agora, no apoio a candidatura de Armando Monteiro, por resoluções de forças centrais que desconhecem ou ignoram as circunstâncias locais.

E essa agenda, tem sido frequente e desastrosa desde as eleições de 2006, quando num “consenso forçado” se impôs a candidatura do então ministro de Lula Humberto Costa para concorrer ao governo de Pernambuco, e este, combalido pelas denúncias de seu suposto envolvimento no escândalo dos “Sanguessugas” teve seu favoritismo desmoronado, não passando sequer para o segundo turno enquanto o atual governador Eduardo Campos deslanchava rumo ao Palácio das Princesas.

Mais recentemente, na eleição municipal, depois de uma sucessão de erros crassos, com anulação da convenção realizada pela Executiva Municipal de Recife, o mesmo Humberto Costa, agora senador devido a uma aliança com o PSB do governador, novamente fora imposto aos correligionários, atropelando o então prefeito da capital João da Costa, natural candidato à reeleição pelo partido.

Novamente o que se viu foi uma acachapante derrota para um estreante apadrinhado pelo governador do estado, no primeiro turno.

Agora, num cenário em que o mesmo governador goza de forte respaldo político, com boa aceitação por parte dos pernambucanos, o mesmo PT já habituado a não mais ouvir seus filiados impõe o apoio irrestrito ao senador Amando Monteiro que sempre ostentou a bandeira do patronato contra aqueles de quem diz o PT ser defensor incansável.

Então qual será o resultado desta imposição para o PT? Uma vitória em comunhão com quem, segundo seus próprios correligionários, a exemplo dos sindicatos, estivera sempre ao lado dos patrões? Ou outra derrota acachapante para outro novato no primeiro turno por insistir no erro de polarizar a eleição?

Por: Adão Lima de Souza

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