FHC é favorável a CPI da Petrobrás.

FCHBRASÍLIA – A mudança de discurso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que passou a apoiar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás, irritou os aliados da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional.

Em nota divulgada neste domingo, FHC afirmou que o senador Aécio Neves, presidente do partido e pré-candidato à Presidência da República, deve conduzir o tema em nome do PSDB. Antes, defendia apenas uma investigação técnica sobre o tema.

Para os aliados de Dilma, os oposicionistas querem palanque com CPI. Por isso, a base aliada trabalhará para abortar a tentativa da oposição de instalar a CPI às vésperas das eleições.

Liderados por Aécio, os oposicionistas reúnem-se na tarde da próxima terça-feira, 25, para decidir se vão trabalhar para criar a comissão parlamentar. Para o deputado federal André Vargas (PR), um dos vice-presidentes do PT, não há fato novo para justificar uma investigação parlamentar. E FHC, que sempre teve uma “postura mais equilibrada”, está agora fazendo “política”. pressionado pelo Aécio Neves. “A oposição está radicalizando o discurso porque não consegue emplacar seus candidatos”, completou.

O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), criticou a mudança de posição do ex-presidente. Para ele, a oposição quer “politizar” e “partidarizar” a Petrobrás. Ele disse que o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria Geral da União (CGU), o Ministério Público Federal e a Polícia Federal já investigam supostas denúncias de irregularidades envolvendo a estatal. “Que tipo de investigação querem fazer sobre a presidenta Dilma? Já querer confundir alhos com bugalhos, a população brasileira não vai aceitar isso”, criticou.

Para se criar uma CPI mista, desejo dos oposicionistas, é preciso conseguir o apoio de, pelo menos, 171 deputados e 27 senadores. E Dilma é comanda tanto na Câmara quanto no Senado.

Por: Adão Lima de Souza

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