Governo envia PF e Força Nacional contra os índios Tupinambás.

Exército

Conselho Indigenista Missionário – CIMI protestou contra decisões da Justiça Federal e Estadual da Bahia que concederam dezenas de liminares e/ou decisões em ações de reintegração de posse contra o povo Tupinambá, cuja ocupação é secular.

No último dia 30 de janeiro, uma base militar chegou a ser montada na Serra do Padeiro para que as forças federais (Polícia Federal e Força Nacional), com apoio da Polícia Militar, promovessem a retirada dos indígenas das terras reconhecidas como tradicionalmente ocupadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai) desde 2009.

Em seguida, o Governo Federal enviou forças do exército  para os municípios de Una e Buerarema, nas proximidades da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, sob o pretexto de conflito entre indígenas e pequenos agricultores.

A ocupação militar da região foi seguiu a cartilha de criminalização dos movimentos sociais veiculada pelo monopólio das comunicações e empenhada pelo governo atual, a exemplo do tratamento dado aos manifestantes contrários à Copa.

A CIMI afirmou, ainda, que as provocações e ataques partem do latifúndio, verdadeiro inimigo do povo Tupinambá, pois “muitos dos pequenos agricultores já afirmaram que apenas aguardam as indenizações para saírem das terras. Cabe ressaltar que, de modo geral, a relação com os pequenos produtores é bastante amistosa, a ponto de mais de 200 crianças, jovens e adultos não indígenas, estudarem na Escola Estadual Indígena Tupinambá da Serra do Padeiro”.

O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot Monteiro de Barros, entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) e conseguiu a suspensão das decisões de reintegração de posse, o que, somada a intensa mobilização do povo Tupinambá e das organizações que apoiam a sua luta, resultou, no final de fevereiro, na suspensão de parte das ordens de reintegração de posse das áreas localizadas na Terra Indígena Tupinambá de Olivença, Sul da Bahia.

 Fonte: Jornal A Nova Democracia

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