Governo Venezuelano toma o principal ponto de protestos em Caracas.

Caracas

Estado venezuelano celebra a “libertação” da praça Altamira, verdadeira “zona zero” dos protestos em Caracas. No sábado, o próprio presidente Nicolás Maduro lançou no local um ultimato aos manifestantes, protagonistas durante mais de um mês de confrontos diários contra forças antidistúrbios.

“Dou algumas horas como prazo para que vocês voltem para suas casas”, advertiu Maduro, ao falar em um evento em apoio às forças militares. “Se não for assim, então irei eu mesmo libertar Altamira”, completou.

O município de Chacao, na região de Caracas e onde está localizada a praça, e outras regiões no leste da capital venezuelana amanheceram militarizados. Os corpos de segurança aproveitaram a madrugada da segunda-feira para assegurar posições ao redor da Altamira.

Mediante o uso de gás lacrimogêneo, as forças do Estado conseguiram reduzir os pequenos grupos de manifestantes que estavam nas ruas. Houve 30 detenções na área.

 A ofensiva do governo contra os protestos também se desenvolveu em outros locais, mas com resultados mistos. Na zona de Calicanto, na cidade de Maracay, capital do estado de Aragua (centro-norte), enfrentaram-se os corpos de segurança e manifestantes durante a noite de domingo.

Em Ciudad Guayana (estado de Bolívar, centro-leste), Mérida (estado de Mérida, oeste) e Maracaibo (estado de Zulia, noroeste), militares e policiais lutavam para desmontar barricadas em diversos pontos dessas cidades.

O saldo oficial dos 33 dias de distúrbios na Venezuela é de 29 mortos, mais de 300 feridos e cerca de 160 detidos.

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