Presidente do Conselho das Américas, Susan Segal, diz que protestos no Brasil são uma expressão democrática.

SusanSÃO PAULO – A presidente do Conselho das Américas, cujo fórum este ano acontecerá na capital paulista, Susan Segal é considerada em Wall Street como uma das pioneiras do capital risco na América Latina, e reconhecida por seu papel ativo durante a gestão da crise da dívida que afetou os países da região na década de 1980 e começo da de 1990.

Atualmente, é membro do Conselho de Relações Exteriores, um influente grupo de reflexão sobre a política internacional em Nova York. Agora, busca usar o Conselho das Américas como ferramenta para estreitar comerciais entre os EUA e a região.

Segundo ela, o fórum do dia 25/03, em São Paulo, é crucial para estabelecer conexões com o mundo dos negócios na América Latina, pois será integrado por algumas das mais importantes companhias do mundo.

Sobre o Brasil, disse Susan Segal ao jornal espanhol El País, que o Brasil não é capaz de crescer como poderia 5% ou 6%. Com sorte poderia chegar agora aos 3%, embora acredite está mais no patamar de 2,5%, apesar de uma economia enorme, mais de 40 milhões de cidadãos que se somaram à classe média, que demanda bens e serviços, e uma base industrial muito sólida.

Porém, mesmo com uma taxa lenta de crescimento, sua economia avança numa situação próxima ao pleno emprego. Os salários estão mais ou menos estáveis, embora sem crescer tanto como em anos anteriores.

E aconselha que o Brasil  precisa  crescer mais rápido, encontrar o crescimento que faça sentido para o país, com investimento necessário para alimentar a demanda dessa crescente classe média. Porque a discussão, hoje na economia, é sobre inclusão social, educação, serviços que a classe média demanda.

Disse ainda, que os países estão integrados no mundo, com acordos comerciais globais, e tendo acesso a enormes fontes de capital, além de contar com um setor privado vibrante.

Sobre os protestos no Brasil afirmou: “Vejo os protestos como uma expressão democrática. A classe média exige mais opções do Governo, mais e melhores Serviços. Quer mais hospitais, melhor educação, uma vida melhor para seus filhos, porque pagam impostos”.

Por: Adão Lima de Souza

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