Putin diz a Obama que a vontade da população da Crimeia será respeitada.

Crimeia

O presidente Vladímir Putin disse claramente na conversa telefônica que teve com seu colega norte-americano Barack Obama, na noite do domingo, depois que a consulta popular já havia finalizado: O referendo foi legítimo e a Rússia respeitará a vontade da população da Crimeia. Enquanto isso, um alto cargo do Parlamento assegurou que não vão atrasar a aceitação da península como nova república da Federação Russa.

O Parlamento da Crimeia aprovou uma resolução em que se declara independente da Ucrânia e pediu oficialmente o anexo da península à Rússia depois do “sim” no referendo de domingo. O Parlamento da Crimeia anunciou, além disso, que as unidades militares ucranianas serão dissolvidas e que adotam oficialmente o rublo russo como moeda.

Além disso, Putin teve neste domingo uma conversa com a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente do Cazaquistão, Nursultán Nazarbáyev, a quem expressava as mesmas ideias. O líder russo transmitiu também a Obama a sua preocupação pela “incapacidade e a falta de vontade” das autoridades de Kiev de frear os “grupos ultranacionalistas que desestabilizam a situação e aterrorizam a população” de língua russa do país vizinho.

Obama advertiu a Putin que não reconhecerá os resultados do referendo da Crimeia e os russos estão conscientes de que o Ocidente vai impor sanções. Mas estão dispostos a pagar o preço que for necessário em troca de recuperar a Crimeia, península que tem uma vital importância estratégica para Moscou, já que ali se encontra a principal base de sua Frota do mar Negro. E embora o Ocidente pressione para que o Kremlin dê um passo para trás, Putin dificilmente o fará.

 O Ministério das Relações Exteriores da Rússia divulgou nesta segunda-feira uma declaração propondo criar um “grupo de apoio” para a Ucrânia, integrado por países que sejam bem vistos “por todas as forças políticas” do país, trata-se, na realidade, de uma contraproposta à criação do grupo que os países ocidentais propuseram.

Mas que, segundo o Kremlin, é inaceitável porque “a atual situação” não foi criada por Rússia, pois é o resultado de uma profunda crise do Estado ucraniano, que conduziu à polarização da sociedade e ao brusco aumento do antagonismo entre diversas partes do país.

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