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Abertas as inscrições para a realização de espetáculos sacros em Juazeiro

Semanqa SantaJUAZEIRO – Encontram-se abertas as inscrições para a montagem de espetáculos sacros na sede e interior de Juazeiro, que este ano será realizado em março. As inscrições para a Via Sacra 2016 vão até o dia 29 de fevereiro, e os interessados devem preencher o formulário de inscrição disponível aqui, referente ao edital, também publicado no Diário Oficial do Município.

De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura e Juventude (SECJU), responsável pelo concurso e realização da Via Sacra, o formulário de inscrição devidamente preenchido deve ser encaminhado à sede da secretaria até o prazo final das inscrições. A SECJU funciona em horário comercial, e está situada à Rua Carmela Dutra (Orla I) nº 638, Centro, no município de Juazeiro/BA.

A Via Sacra 2016 que será realizada no período da Semana Santa, de acordo com o calendário das propostas selecionadas, premiará 04 projetos de apresentação, com 6 mil reais cada, para a produção e realização de espetáculos sacros em localidades da sede e interior do município.

Para mais informações os interessados podem baixar o edital disponível na página da prefeitura na web. É importante que todos leiam o edital e fiquem atentos para os prazos referentes às inscrições, seleção, resultado, recurso e homologação, disponíveis em cronograma estabelecido pela Secretaria de Cultura e Juventude.

Por Paulo Carvalho/SECJU

Parque do Piauí: um gigante para a ciência, invisível para o Brasil

piauiA pesquisadora franco-brasileira, Niéde Guidon, de 81 anos, participava de uma exposição sobre pinturas rupestres no Museu do Ipiranga (em São Paulo) no início da década de 1970, quando um homem se aproximou e disse:

– Lá na minha cidade tem um monte desses desenhos

Guidon, na época professora da École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris, montou então uma missão de pesquisadores rumo a São Raimundo Nonato, um município do no Polígono das Secas no Piauí, um dos Estados mais pobres do Brasil.

Chegando lá, foi levada por moradores locais a um abrigo de pedra (similar a uma caverna, mas menos profundo) em cujas paredes estavam gravadas em vermelho imagens de animais e cenas de dança, sexo e caça. Ela decidiu, então, se dedicar à pesquisa no local e nunca mais foi embora.

Os achados, 113 artefatos de pedras lascadas ou polidas, são elementos que fortalecem os indícios contrários à teoria de Clóvis e dão força para a briga que Guidon iniciou ainda na década de 1970, com as primeiras escavações na Serra da Capivara. Para ela, o local foi povoado na verdade há mais de 100.000 anos, uma data considerada “absurda” pelos discípulos de Clóvis.

A análise deles mostrou que os mais antigos haviam sido usados há pelo menos 22.000 anos.

A teoria de Clóvis First foi proposta por arqueólogos norte-americanos na década de 1930, após a descoberta de pontas de lança feitas com ossos de mamute na cidade de Clóvis, Novo México (EUA). Assim, os pesquisadores norte-americanos afirmam que o homem chegou há 11.500 anos pela Ásia, a pé, durante o Pleistoceno (a Era do Gelo). Só depois de se espalharem pela América do Norte povoaram a do Sul.

 A teoria da pesquisadora é de que o homem teria chegado diretamente à América do Sul, vindo da África, na época de uma grande seca no continente africano.

A querela científica, no entanto, perdurou devido ao que alguns pesquisadores chamam de “imperialismo acadêmico” norte-americano. Só que evidências achadas justamente em solo norte-americano passaram a demonstrar nos últimos anos que a teoria de Clovis não se sustentava mais.

Em 2008, em Oregon, pesquisadores descobriram por meio de análises de DNA em ossadas humanas que a ocupação já havia acontecido há 14.000 anos. No Texas, em 2011, descobriram 15.528 artefatos no chamado complexo Buttermilk Creek, datados de um período entre 13.200 a 15.500 anos.

E um pesquisador norte-americano chamadoTom Dillehay, na década anterior, já havia conseguido reconhecimento acadêmico para suas descobertas no sítio arqueológico Monte Verde, no Chile, onde objetos encontrados remontavam a 12.500 anos.

Hoje, em uma visita ao parque, são claras as consequências da falta de verba. Em algumas pedras há, muito perto das pinturas rupestres, montes de fezes de mocó, um roedor que lembra um esquilo. Também há casas de vespas sobre alguns desenhos. “Estamos com apenas dois técnicos para realizar esse trabalho de manutenção”, afirma a arqueóloga Tânia Maria de Castro Santana, da equipe de Guidon.

O parque, declarado patrimônio mundial da humanidade pela Unesco, em 1991, também sofre com a falta de turistas, talvez um dos motivos que levam os patrocínios a minguarem. No dia em que a reportagem esteve no local, não encontrou ninguém nos principais sítios arqueológicos. Em 2013, apenas 19.998 pessoas visitaram o local, segundo dados do ICMBio.

Apesar da estrutura impecável, igual a dos sítios arqueológicos mais importantes do exterior, não há incentivo para o turismo na região. Em São Raimundo Nonato, maior cidade do entorno do parque, não há hotéis de alta qualidade, e, para chegar, é necessária uma viagem de cerca de 5 horas por estrada desde Petrolina (Pernambuco), onde fica o aeroporto mais próximo. Um aeroporto que está sendo construído em São Raimundo Nonato há 10 anos prometia melhorar o fluxo de turistas na região, mas ele ainda não foi entregue. Está prometido para esse semestre.

“É o que a professora [Niède Guidon] sempre diz: se um lugar como esse fosse na França, estaria repleto de turistas. Mas como é aqui, no interior do Piauí, está assim, abandonado”, desabafa a pesquisadora Tânia, nascida e criada na Serra da Capivara.

Fonte: EL País.

O violão de Dilermando Reis

disco Dilermando Reis

“Você gosta de ouvir violão? Seu Raulino gostava desse disco. Leve para você, é bom ouvi-lo tomando uma cervejinha”.

Foi com esses cuidados que tio Evandro presenteou-me este belo LP do violonista Dilermando Reis. Logo ele, cercado de tantos Chico Buarque, Caetano Veloso e Nelson Gonçalves, apresentou-me uma discografia desconhecida, ilustrando a capa do vinil “Gotas de Lágrimas” com uma bela mulher em pranto.

Tio, confesso que não estou bebendo aquela “cervejinha” que tanto gosto, cheguei a pouco da faculdade e a madrugada que se rompe pede doses fartas do melhor “amigo engarrafado do homem”, como bem recomendava Vinícius de Moraes com seus “uisquezinhos”.

Embora o ruído da antiga vitrola seja persistente, neste momento, além de um par de ouvidos enfeitiçados com a maestria de cada acorde, estou munido de uma caneta, papel e o entusiasmo de quem acredita na locomotiva da poesia, ainda que os trilhos sejam escorregadios e incertos.

Propositalmente, escolhi uma rapsódia infantil que, aos poucos, cantarola uma calmaria no vão que se abre dentro de mim, como se cada dedilhada do músico pudesse desatar os nós que prendem minhas raras meninices, abrindo, sem pressa, um quintal perdido e uma escrita sustentada de esperanças.

A próxima faixa musical, acertadamente, chama-se “Nossa Ternura”. Cativa-me essa bela valsa, trazendo uma leveza meiga nesta crônica, exigindo-me uma destreza em cada letra que me lanço, como se a poética dependesse de suas asas frágeis para que possa levitar um sonho perfeito.

Do outro lado do disco, há uma valsa chamada de “Eterna Saudade”, com tons mais melancólicos, quase nos arrancando a lona do tempo, como se saltitasse na minha pele o ardor de quem perdeu o equilíbrio no trapézio de suas promessas, de quem se esquiva entre uma estação em ruínas e ainda espera uma carruagem quimérica.

No entanto, é a primeira canção que me comove: “Gotas de Lágrima”. Mesmo com um canteiro de metáforas ao meu lado, já faz horas que tento descrever algo e não consigo, apenas sentindo um embalo inesperado, capaz de derramar o que resta de mim nesta lua de outono que, na ameaça do alvorecer, despede-se como uma rabiola prateada, talvez também emocionada com o orvalho que sai de minha vitrola.

Um brinde ao bom gosto de Seu Raulino. Obrigado pelo presente, tio. Bravo, Dilermando Reis, graças a você sinto-me como Maiakovski, confundindo a ciência da anatomia, pois sou todo coração.

 Edmar Conceição é cronista do site: http://www.escritica.com

VENHA CONFERIR O LITERPRAÇA

KIRA

PETROLINA – Grupo de alunos do Curso de Letras da UPE, realizarão no próximo dia 08 de maio o festival LITERPRAÇA, na Praça 21 de setembro, a partir da 15:h.

No evento haverá declamação de poemas, Exposição de livros, cordéis e poesias, todos disponibilizados para a leitura e consulta pelos presentes durante o evento.

Além disso, haverá também show ao vivo com musicalização de poesias para a plateia. Os organizadores convidam toda cidade para participar desse evento engrandecedor da cultura de Petrolina.

Aves da Região: O Caboclinho

PassaroA espécie: caboclinho é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Conhecido também como caboclinho-verdadeiro, caboclinho-de-cabeça-marrom, fradinho (Pernambuco), caboclinho-paulista, caboclinho-coroado, bico-de-ferro (Rio de Janeiro), ferrinha, caboclinho-lindo (Amapá e Minas Gerais), cabocolino (Pará e Ceará), coleirinho-do-brejo e caboclinho-frade.

Seu nome significa: do (grego) sporos = semente, sementes; e phila, philos = amigo, aquele que gosta de; e do (francês) bouvreuil = palavra francesa para identificar aves canoras similares em forma ao curió. ⇒ Papa-capim ou (Ave) que gosta de sementes (similar a um curió).

Características

Mede cerca de 10cm de comprimento. O macho é de coloração geral canela, com um boné, asas e cauda pretos e a fêmea é marrom-olivácea nas partes superiores e branco-amarelada nas inferiores. As fêmeas dos caboclinhos em geral são muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas.

Leia mais em: http://www.wikiaves.com/

6º Festival Regional do Umbu em Uauá.

Umbu

UAUÁ – O 6º FESTIVAL REGIONAL DO UMBU é um evento construído coletivamente pela COOPERCUC, as organizações e as entidades que trabalham a economia solidária e a agricultura familiar e representa um espaço de visibilidade, comercialização de produtos, articulação, intercâmbio de experiências, formação, divulgação e fortalecimento da economia solidária e agricultura familiar, além de contar com a participação de expositores dos biomas Caatinga, Cerrado e Amazônia.

Segundo a Coordenação, o 6º Festival está organizado em três momentos distintos com ACESSO LIVRE para todos os visitantes: Exposição dos produtos da agricultura familiar através dos estandes demonstrativos; Oficinas e palestras, com temas relacionados à Agricultura Familiar, Economia Solidária, Cooperativismo, Produção Agroecológica, Gestão da Água, Bioma Caatinga e temas relacionados à Convivência com o Semiárido; Apresentações culturais – concursos de poesia, artes plásticas e shows musicais.

O 6º Festival do Umbu é realizado pela COOPERCUC com o patrocínio dos tradicionais parceiros, a exemplo do Sebrae, Petrobrás, BNB, Codevasf, MDA, CAR, Bahiatursa, Ecosol, Desembahia, Cese, Unisol, Irpaa e governo da Bahia através da Seagri, Sedir, Setre e as prefeituras de Uauá, Canudos e Curaçá.