Arquivos da Seção: Política

Forte terremoto provoca dezenas de mortes no México

MéxicoUm forte terremoto de magnitude 7,1 provocou dezenas de mortes no México nesta terça-feira, dia que marca justamente o 32º aniversário do devastador terremoto de 1985 que provocou milhares de mortes.  O abalo desta terça atingiu a capital, de 20 milhões de habitantes e o sul do país. Na Cidade do México, provocou pânico, levou ao esvaziamento de prédios e casas e levou as pessoas a se aglomerarem pelas ruas.

Segundo a imprensa local, ao menos cinco pessoas morreram no estado de Puebla. Alfredo Del Mazo, governador do Estado do México, onde fica a capital, confirmou duas mortes nessa região. Ainda mais alarmante é a situação no estado de Morelos, com 42 mortes, segundo o governador Graco Ramírez.

Ao menos 20 prédios caíram ou ficaram seriamente danificados, infmorou o prefeito da Cidade do México, Miguel Ángel Mancera, em entrevista à Televisa. Segundo Mancera, há relatos de pessoas presas nos escombros de edifícios que ruíram, mas ainda não há um número exato de vítimas.

O tremor ocorreu apenas algumas horas depois de muitos participarem de treinamentos sobre terremotos em todo o país no aniversário do sismo de 1985.

Milhares de pessoas a abandonarem edifícios empresariais e deixou o trânsito parado no centro da Cidade do México. Imagens divulgadas pela mídia mexicana e em redes sociais mostram prédios danificados e ruindo e ruas cobertas de escombros. Partes da cidade ficaram sem energia elétrica e sinal de telefone.

O aeroporto internacional da Cidade do México comunicou a suspensão de suas atividades até que sejam concluídas verificações em sua infraestrutura. Não ficou claro quantos voos foram afetados.

O terremoto aconteceu 8 km a sudeste de Atencingo, no Estado central de Puebla, a uma profundidade de 51 km, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Imagens de televisão mostraram pessoas sendo retiradas dos escritórios nas principais cidades. Testemunhas disseram que havia cenas de pânico e pessoas choravam nas ruas depois de deixar suas casas.

Um poderoso terremoto de magnitude 8,1 atingiu o México no início deste mês, matando pelo menos 98 pessoas.

A Coréia do Norte advertiu que “centenas de milhões” de americanos serão mortos e declarou que o continente americano não está a salvo de Kim Jon-un

CoreiaA mídia estatal da capital Pyongyang publicou um alerta arrepiante sobre um possível conflito nuclear que se aproxima com Washington.

O porta-voz de Kim Jong-un deu uma declaração provocativa sobre um recente teste de mísseis realizado pela Coréia do Sul:

“Eles estão prestes a ser massacrados. Duas horas é o tempo que precisamos para destruir todo o território deles”

Com relação aos EUA, ele pediu que a Casa Branca  “salve as vidas de centenas de milhões de americanos” e evite a guerra com a RPDC (República Democrática Popular da Coreia ).

Pyongyang se comprometeu a continuar sua busca por um ICBM nuclear capaz de atingir o continente americano.

Testes de mísseis (de menor porte) foram realizados recentemente pelo estado secreto e especialistas acreditam que é apenas questão de tempo antes de Kim explodir a sétima bomba nuclear.

A última ameaça, publicada no jornal Rodong Sinmun, classificou os exercícios realizados pelos EUA como “obscuros” e  de “comportamento burro” feitos somente para “assustar” a RPDC:

“Esses exercícios são uma desculpa dos EUA para invadir a RPDC e inflamar uma guerra a qualquer momento”.

A matéria acrescentou:

“Os EUA devem ser aconselhados a tomar medidas urgentes para salvar a vida de centenas de milhões de americanos ao invés de se preocuparem com a segurança dos sul-coreanos”.

Kim Jon-un também fez questão de pedir à Coréia do Sul que rompa a aliança com os EUA e defenda seu território com seus próprios meios:

“A única maneira de os EUA escaparem da destruição completa é retirarem todos os cidadãos e forças da Coréia do Sul.”

Há receios de que o presidente (recém eleito) da Coreia do Sul, Moon Jae-in, construa um acordo com os vizinhos do Norte e declare a remoção imediata do sistema de defesa de mísseis dos Estados Unidos THAAD .

Um Ano Após Impeachment, PT Não Sabe O Que Fazer Com Dilma

DilmaUm ano depois do impeachment, a presidente cassada Dilma Rousseff é vista por setores amplos do PT como uma página a ser virada. Embora o discurso oficial seja de martirização de Dilma e a militância apoie a ex-presidente, alas petistas a consideram culpada pela derrocada do partido e uma ameaça para a volta de Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto.

Segundo estes setores do partido, a falta de controle de Dilma sobre a Polícia Federal – e não os casos de corrupção envolvendo integrantes da legenda – resultou na Lava Jato, no impeachment e na disseminação do sentimento antipetista.

Por outro lado, estes mesmos setores consideram que as maiores dificuldades para o retorno de Lula à Presidência são reverter o entendimento comum de que os erros de Dilma são a origem da crise econômica e recompor a aliança de centro esquerda esfacelada no processo de impeachment.

O partido não sabe o que fazer com Dilma. Hoje, as funções da presidente cassada se resumem à presidência do conselho curador da Fundação Perseu Abramo, muito longe do centro de poder real da sigla.

Na semana passada, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, ex-ministra e uma das petistas mais próximas e fiéis a Dilma, perguntou à presidente cassada se ela pretende se candidatar em 2018.

“Ela disse que não tem nada decidido. Mas, se decidir se candidatar, vai ter muito voto”, disse a senadora. Para Gleisi, “Dilma é a grande liderança que encarna a injustiça contra o PT”.

2018. No entanto, a opinião da presidente do partido não é compartilhada por setores relevantes da máquina partidária. Em conversas reservadas, dirigentes dizem que, se Dilma for derrotada na disputa por uma cadeira no Senado pelo Rio Grande do Sul ou pelo Rio, causaria mais desgaste ao PT. Outros afirmam que ela tiraria a vaga de um senador petista e aceitam, no máximo, uma candidatura a deputado federal.

As críticas, antes veladas, agora vieram à tona. O próprio Lula, em entrevista à uma rádio de Salvador, apontou falhas de Dilma na condução da política e da economia e disse que ela poderia ter tomado a decisão de não se candidatar à reeleição.

O presidente estadual do PT do Rio, Washington Quaquá, escreveu que, com a chegada de Dilma ao Planalto, “uma arrogância desmedida tomou conta do centro de decisões”.

Em conversas recentes com amigos, Dilma demonstra falta de vontade de voltar a morar a Brasília, ficar presa a um mandato e ter de conviver com políticos que considera traidores.

Ela prefere a agenda de viagens internacionais nas quais denuncia o que chama de “golpe” e a convivência com intelectuais e artistas. No início de setembro, ela volta à Europa para um giro que inclui França, Bélgica, Itália e talvez a Rússia. Desta vez, além de “denunciar” o impeachment, vai fazer a defesa do direito de Lula de disputar a eleição de 2018.

A relação com o ex-presidente continua “inabalável”. Ambos conversam com frequência e se encontram quando possível. Defender Lula é uma das prioridades de Dilma. Na véspera da morte de seu ex-marido Carlos Araújo, ela foi ao Rio para o lançamento de um livro de juristas contra a condenação do petista pelo juiz Sérgio Moro, embora Araújo estivesse hospitalizado. A tristeza causada pela morte do ex-companheiro foi notada por amigos.

Dilma só demonstra incômodo com as agendas intermináveis do antecessor. Semana passada, confrontada com roteiro da caravana de Lula no Nordeste, capitulou: “Meu filho, não tenho mais saúde para essas coisas”.

Ela passa os dias entre Porto Alegre, Rio e Belo Horizonte, onde mora sua mãe. Mantém a rotina de pedaladas matinais e, à medida que as reações hostis diminuíram, tem gostado mais da relação direta com o povo. Ela vive da aposentadoria de R$ 5 mil, investimentos e aluguéis de imóveis da família.

Pouco tempo atrás teve oportunidade de comprar o apartamento vizinho ao seu, em Porto Alegre, mas recusou a oferta para não dispor dos R$ 1,2 mil mensais da taxa de condomínio.

‘EXÉRCITO NÃO TEM FORÇA POLÍTICA PARA GOLPE’, AFIRMA SERRA EM LISBOA

O senador José Serra (PSDB-SP) disse nesta quinta-feira, 31, em Lisboa que uma intervenção militar no Brasil só não acontece atualmente porque o Exército não tem mais a força política do passado. Segundo a BBC Brasil, o tucano disse considerar a crise pela qual o País passa mais grave do que a que levou ao golpe de Estado em 1964.

“A situação à época do golpe de 1964 era menos complexa do que a atual (…) Se o Exército brasileiro ainda tivesse a força que tinha naquele momento, não tenha dúvida de que já teria tido uma militarização no país”, disse Serra, ao participar do 4º Seminário Luso-Brasileiro de Direito, na capital portuguesa, organizado pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

Segundo o senador, o Exército brasileiro há muitos anos não tem força política no País. “A principal diferença entre o cenário atual e o daquela época é que não temos mais um Exército que se apresente como uma força política nos últimos 30 anos. O setor militar esteve ausente e, se Deus quiser, vai continuar ausente da política brasileira”, afirmou.

Serra disse ainda que a troca de poder vai fazer bem à economia brasileira. “Vai haver um clima econômico a curto prazo mais favorável, pelas mudanças das expectativas. Mas esse novo governo vai ter de oferecer uma perspectiva também de médio e longo prazos.”

Senado convoca ministro de Minas e Energia

CAEAs comissões de Serviços de Infraestrutura (CI) e de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado vão convidar o ministro de Minas e Energia (MME), Fernando Filho, para uma audiência pública conjunta sobre a possibilidade de abertura do controle acionário da Eletrobras. A sugestão para que o debate seja feito conjuntamente entre as duas comissões foi apresentada, hoje, pelo senador Fernando Bezerra Coelho durante reunião deliberativa da CI. Logo na sequência, na CAE do Senado, o líder do PSB e vice-líder do governo na Casa adiantou que o Executivo deverá editar, na próxima semana, medida provisória que resultará na redução dos juros dos Fundos Constitucionais de Financiamento para um patamar de 6% ao ano.

Requerida pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e apoiada pelos colegas Fernando Bezerra, Jorge Viana (PT-AC) e Hélio José (PMDB-DF), a audiência pública com o ministro Fernando Filho terá data acertada entre a CI e a CAE do Senado. Hoje, na Comissão de Serviços de Infraestrutura, Bezerra Coelho reforçou que a intenção do MME ao propor a pulverização das ações da Eletrobras é recuperar a empresa para a geração de mais dividendos e arrecadação ao país, contribuindo para o ajuste fiscal e sem qualquer repercussão negativa aos consumidores.

“Não haverá reajuste de 16%, como foi aventado numa declaração já corrigida pela diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica)”, afirmou o senador. “A proposta (do MME) não ensejará reajuste de tarifa ou apagão. Apagão, a gente vai enfrentar se não tiver investimento no setor elétrico”, completou o líder.

CARUARU – Ainda na Comissão de Serviços de Infraestrutura, Fernando Bezerra Coelho destacou a entrega de 2.404 residências em Caruaru (PE), dentro do Programa Minha Casa Minha Vida, nesta segunda-feira (28). O senador foi um dos convidados à solenidade conduzida pelo ministro Bruno Araújo, da qual também participaram os outros três ministros pernambucanos – Fernando Filho (Minas e Energia), Mendonça Filho (Educação) e Raul Jungmann (Defesa) – além de 50 prefeitos da região do Agreste do estado, ex-governadores de Pernambuco, deputados e outras lideranças políticas.

Conforme destacou Fernando Bezerra, milhares de pessoas compareceram à cerimônia, em Caruaru. “Foi uma bonita festa de trabalho”, definiu o líder, ao elogiar a atuação do ministro Bruno Araújo em benefício ao estado. “O ministério já liberou quase R$ 1 bilhão para obras de saneamento na região metropolitana de Recife como também recursos para a proteção de morros na capital e para ações de mobilidade urbana em Petrolina (cidade-natal do senador)”, detalhou.

FUNDOS CONSTITUCIONAIS – Durante sabatina de novos diretores do Banco Central (Bacen), na Comissão de Assuntos Econômicos, o senador Fernando Bezerra adiantou que o governo federal editará medida provisória (MP) para a redução dos juros dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Nordeste (FNE), Norte (FNO) e Centro-Oeste (FCO). “Conversei ontem com o presidente do Bacen, Ilan Goldfajn, e ele me comunicou que estão sendo concluídos os entendimentos – entre a equipe econômica do governo, o Banco do Brasil e os bancos regionais – para o encaminhamento ao Legislativo, provavelmente na próxima semana, de uma MP que vai regular a fixação de taxas para os Fundos Constitucionais”, registrou Bezerra Coelho.

De acordo com o senador, será aplicado sobre a taxa de juro real o rebate do “Coeficiente de Desequilíbrio Regional” (o “CDR”, que é a diferença da renda média percapita domiciliar do Brasil para a renda média percapita destas três regiões) mais um bônus de adimplência para a definição dos juros do FNE, FNO e FCO. “Isto, na prática, significará que deveremos ter uma taxa, para os Fundos Constitucionais, da ordem de 6% ao ano”, explicou Fernando Bezerra. “Portanto, esta é uma conquista porque faz valer o que a nossa Constituição Federal prevê: que os recursos destes Fundos têm, como objetivo central, equilibrar a nação, promover o desenvolvimento das regiões menos favorecidas do país”, acrescentou o parlamentar, ao reconhecer e elogiar a participação dos senadores Armando Monteiro (PTB-PE) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) “na defesa dos interesses regionais e da pequena empresa brasileira”.

O conterrâneo Armando Monteiro enalteceu o trabalho do líder do PSB, o que ele classificou de “obstinada cruzada do senador Fernando Bezerra Coelho” em defesa da redução dos Fundos Constitucionais de Financiamento. “Sempre teve atuação firme, que foi decisiva para essa conquista”, destacou Monteiro, apoiado por Jereissati. “Somos testemunhas de quantas vezes o senador Fernando Bezerra se avermelhou, aqui, diante dessa tratativa”, ressaltou o presidente da CAE, que, nesta terça-feira, aprovou Paulo Sérgio Neves e Maurício Costa de Moura para exercerem o cargo de diretores do Bacen.

Fonte: Blog do Magno Martins

Lula volta com Caravana ao Sertão de Pernambuco

Lula 2Após os atos pelo Recife e Região Metropolitana, nos dias 24, 25 e 26 de agosto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta a Pernambuco, na próxima quinta-feira. A Caravana Lula pelo Brasil aportará no Sertão do Estado, no município de Ouricuri. Vindo do Ceará, a caminho do Piauí, o cacique petista participa do ato “Pelo Semiárido, pelos direitos e por Lula”, a partir das 15h, na Praça Voluntários da Pátria.

O ato é coordenado pela direção estadual do PT e pelo prefeito de Granito, João Bosco. Para tanto, o presidente estadual da legenda, Bruno Ribeiro, está em contato com o partido na região para mobilizar a participação dos petistas na atividade, que contará com a participação de grupos de artistas e autoridades locais.

“Todo Sertão nordestino tem uma grande admiração por Lula, pelo que ele fez durante os anos de governo em prol das pessoas mais carentes”, disse o prefeito João Bosco. “Estamos passando por cinco anos de estiagem, de seca, mas o homem do campo está conseguindo sobreviver sem passar por necessidades graças aos programas sociais que vão ajudando o produtor a adquirir a sua condição de viver”, concluiu.

Segundo o gestor, programas como Garantia-Safra, programa de cisternas implementado por meio da Codevasf, poços artesianos, a Transposição do São Francisco e o Luz para Todos, além do aumento do piso salarial dos professores, melhoraram a qualidade de vida das pessoas do campo.

A viagem do ex-presidente Lula entre agosto e setembro é a primeira etapa de um projeto que deve alcançar todas as regiões do país nos meses seguintes.

A caravana conta com a participação da Fundação Perseu Abramo, que lançou recentemente o Programa Brasil em Movimento, com o objetivo de elaborar uma estratégia para o futuro do País.

No último sábado, Lula realizou ato da caravana em Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife. A atividade foi a última dos três dias de passagem pela capital pernambucana. No local, ele conversou com os moradores e visitou a Associação de Pescadores do bairro.

A farra dos assessores no Senado Federal

Fernando CollorSe os senadores gastassem os recursos do Senado produzindo já haveria razão para se questionar o custo-benefício para o erário. Só o senador Fernando Collor tem 84 assessores no gabinete.  O ex-presidente, líder do PTC, é o segundo na lista dos parlamentares com maior número de funcionários. João Alberto Souza do PMDB do Maranhão tem 85 pessoas no gabinete.

Na outra ponta, o senador Reguffe (sem partido) do Distrito Federal conta apenas com 10 assessores

Veja os demais:

SENADOR —— NÚMERO DE ASSESSORES
João Alberto Souza – PMDB – MA – 85
Fernando Collor – PTC – AL – 84
Hélio José – PMDB – DF – 84
Ivo Cassol – PP – RO – 71
Vicentinho Alves – PR – TO – 67
Valdir Raupp – PMDB – RO – 66
Benedito de Lira – PP – AL – 65
Elmano Férrer – PMDB – PI – 65
Vanessa Grazziotin – PCdoB – AM – 65
Zeze Perrella – PMDB – MG – 64
João Capiberibe – PSB – AP -63
Eduardo Lopes – PRB – RJ – 59
Cássio Cunha Lima – PSDB – PB – 57
Lídice da Mata – PSB – BA – 56
Romero Jucá – PMDB – RR – 56
Telmário Mota – PTB – RR – 55
Ciro Nogueira – PP – PI – 54
Eduardo Amorim – PSDB – SE – 54
Ronaldo Caiado – DEM – GO – 54
Magno Malta – PR – ES – 52
Renan Calheiros – PMDB – AL – 52
Roberto Rocha – PSB – MA – 51
José Agripino – DEM – RN – 50
Acir Gurgacz – PDT – RO – 49
Antonio Carlos Valadares – PSB – SE – 49
Paulo Rocha – PT – PA -48
Randolfe Rodrigues – REDE – AP – 48
Edison Lobão – PMDB- MA – 47
Kátia Abreu – PMDB – TO – 46
José Pimentel – PT – CE – 45
Wellington Fagundes – PR – MT – 45
Ataídes Oliveira – PSDB – TO – 44
Gladson Cameli – PP – AC – 43
Armando Monteiro – PTB – PE – 41
Fernando Bezerra Coelho – PSB – PE – 40
Gleisi Hoffmann – PT – PR – 40
Humberto Costa – PT – PE – 40
Omar Aziz – PSD – AM – 40
Wilder Morais – PP – GO – 40
Ângela Portela – PDT – RR – 39
Davi Alcolumbre – DEM – AP – 39
Paulo Paim – PT – RS – 39
Sérgio Petecão – PSD – AC – 39
Cidinho Santos – PR – MT – 38
Eunício Oliveira – PMDB – CE -37
Maria do Carmo Alves – DEM – SE – 37
Otto Alencar – PSD – BA – 37
Fátima Bezerra – PT – RN – 36
Pedro Chaves – PSC – MS – 36
Roberto Muniz – PP – BA – 36
Jorge Viana – PT – AC – 35
José Medeiros – PSD- MT – 35
Lindbergh Farias – PT – RJ – 35
Alvaro Dias – PODE – PR – 34
Eduardo Braga – PMDB – AM – 34
Romário – PODE – RJ – 34
Rose de Freitas – PMDB – ES – 34
Garibaldi Alves Filho – PMDB – RN – 33
Waldemir Moka -PMDB – MS – 33
Airton Sandoval – PMDB SP – 32
Flexa Ribeiro – PSDB – PA – 32
José Maranhão – PMDB – PB – 32
Regina Sousa PT- PI – 32
Cristovam Buarque – PPS – DF – 29
Lúcia Vânia – PSB – GO – 29
Roberto Requião – PMDB – PR – 29
Raimundo Lira – PMDB – PB – 28
Simone Tebet – PMDB – MS – 28
Aécio Neves – PSDB – MG – 27
Jader Barbalho – PMDB – PA – 27
Ana Amélia – PP – RS – 26
José Serra – PSDB – SP – 26
Ricardo Ferraço – PSDB – ES – 26
Dalirio Beber – PSDB- SC – 24
Antonio Anastasia – PSDB – MG – 23
Paulo Bauer – PSDB – SC – 22
Dário Berger – PMDB – SC – 21
Tasso Jereissati – PSDB – CE – 21
Lasier Martins – PSD – RS – 19
Reguffe – S/Partido- DF – 10

‘Opinião pública não vai gostar, mas paciência’, diz Lobão sobre fundo para eleições

LobãoPresidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Edison Lobão (PMDB-MA) disse nesta segunda-feira que “não gosta” da reforma política que está sendo votada pela Câmara, mas prevê que o Senado vai aprovar o que vier de lá. Ele defende a criação do fundo público para financiar as campanhas políticas, mas critica o fato de não se ter aprovado nenhuma mudança no custo para barateá-las.

Segundo Lobão, o chamado fundão, de R$3,5 bilhões, é apenas metade dos gastos oficiais das campanhas em 2014, “fora o caixa dois”.

— A opinião pública não vai gostar, mas paciência. Democracia tem custos. Ou se paga por ela ou se parte para a tirania, para a supressão das liberdades. Sem mudança nos custos das campanhas, só virão para cá os candidatos ricos, os astros de cinema e o crime organizado. A lei permite que os candidatos se auto financiem, gastando até 5% do seu patrimônio no último exercício fiscal — disse Lobão.

Fonte: NBO

“Não estão passando no teste democrático”, diz Haddad

HaddadEx-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT) participou, na manhã de hoje, de evento promovido pela Adufepe. Durante a palestra, o petista, que tem sido colocado como um plano B do partido para a Presidência, em 2018, caso o ex-presidente Lula não dispute o cargo, falou sobre democracia, crise e sistemas políticos. Confira trechos:

Democracia

“Não adianta a gente imaginar que somos uma sociedade democrática. Democracia é testada todo dia. Geralmente, quando está tudo bem a democracia não sofre estresse da crise econômica, da intolerância. Quando as coisas estão indo bem, ela parece que funciona. A democracia tem que funcionar quando o estresse está presente. A pergunta que faço é se nesse momento de crise as instituições estão funcionando. As instituições não estão passando no teste democrático”.

Distritão

“Quase não existe em lugar no mundo. Três ou quatro países do mundo. Imagina um Congresso de personalidades. Imagina que vai representar visões de indivíduos. Nenhum desses grupos vai ter a maioria. Qual o grau de desigualdade que estamos dispostos a suportar? Como vamos combater a ignorância? A partir do momento que você passa a eleger pessoas, celebridades, vai para o Congresso quem tem mais voto. Como vai forjar a visão partir da visão das celebridades? Quantos votos vão ser desperdiçados? Quantas opiniões vão ser desperdiçadas a partir daí? Distritão e parlamentarismo estão sendo tratados sem o menor cuidado”.

Bolsonaro x Tirica

“O político quer mais voto a todo custo sem se preocupar com as consequências do que ele está falando para as futuras gerações. A eleição acaba, mas o discurso fica. O discurso eleitoral fica, não acaba com a eleição. Depois voltam a falar de direitos humanos, pauta feminista, questão racial, você vai abrindo espaço para o obscurantismo. O Bolsonaro é resultado dessa linha obscurantista porque ele não é ninguém, o Bolsonaro. Mas é uma figura menor, medíocre mesmo. Foi aberto por outras forças que tinham poder suficiente de produzir essa agenda. O Tiririca tem lado, o Tiririca é um deputado sério, deputado mais propositivo”.

Parlamentarismo

“Considero inconstitucional uma mudança de regime de governo sem sequer um plebiscito, nesse caso específico. Porque a Constituição previa em caso de mudança de regime de governo. Eu não tenho nenhuma dúvida que se trata de um novo casuísmo. Porque estamos vivendo casuísmo atrás de casuísmo. O impeachment de Dilma foi casuísmo. Praticamente forjaram a tese de crime. Se isso fosse aplicado a prefeito e a governado não estava ninguém no cargo. Todo mundo tem uma contabilidade que poder ser questionada. Toda campanha eleitoral no Brasil tem que apresentar contas ao Tribunal Regional Eleitoral, toda prestação de contas de eleição é aprovada com ressalvas. É sempre assim. As contas do Tribunal de Contas são aprovadas assim. Transformaram uma ressalva num crime de responsabilidade. Foi isso que aconteceu. Uma ressalva virou crime e pretexto para afastamento. Já a mala de Rocha Loures, como ela não chegou ao destinatário, o crime não foi consumado”.

Plano B

“Na segunda-feira próxima, cem juízes dos melhores do País, professores universitários das melhores escolas de Direito, escreveram um parecer sobre a sentença condenatória do Lula. Todos criticando a sentença. Cem juízes, voluntários, foi uma coisa que se organizaram num grupo de WhatsApp, indignados com essa sentença, e se mobilizaram e num prazo de um mês fizeram um parecer. Por mais que a gente não goste do Lula, não importa. A gente não está falando de gosto pessoal. Ninguém aqui está falando que você tem que gostar ou não gostar. […] O que eu quero dizer é que você não consegue reunir cem juristas, gente que não recebeu nada e colocou sua própria reputação a serviço de uma causa, não consegue fazer isso voluntariamente se não tiver acontecido. Então, quando eu me recuso a discutir alternativa de Lula é por respeito a pessoa do Lula. Não é nem ao presidente. Para mim, se vai ser ou não vai ser é menos importante nesse momento do que a solidariedade que eu presto a uma pessoa. Eu não quero saber quem é. […] Me parece arbitrário”.

Por: Blog da Folha

Cisão histórica

Divisão socialÉ fato que o ex-presidente Lula e o PT têm recorrido a uma retórica descrita pelos tucanos e outros políticos como “nós contra eles”, adotando linha divisionista no debate público.

É um erro de Lula. Esse discurso funciona bem para os convertidos e ajuda a manter unido um segmento petista e de esquerda numa hora de enfraquecimento político com a Lava Jato e a perda do poder no governo Dilma.

Também contradiz a linha conciliatória que Lula adotou na campanha eleitoral vitoriosa de 2002 e que norteou o governo dele, quando houve inclusão social em doses inéditas na história do país. Lula fez uma gestão conciliadora.

No entanto, é um erro atribuir a cisão do país ao ex-presidente e ao PT. Por cálculo eleitoral, o partido e o ex-presidente têm adotado essa linha.

Infelizmente, a divisão do país não é novidade. Ela é histórica. Está na sua origem. É a divisão retratada pela desigualdade social, pelo expressão “andar de cima e andar de baixo”, pelo uso intensivo da escravidão no seu desenvolvimento, pelo racismo, pelo machismo, pela homofobia, pelo “quarto de empregada”, pela expressão “você sabe com quem está falando?” e por inúmeros outros exemplos.

A cisão social do Brasil não é uma invenção dos novos tempos, mas ela tem servido tanto ao PT como aos seus adversários, como mostra a intensa exploração desse caminho por diversos políticos, inclusive Doria.

Os vídeos do prefeito, que inundam as redes sociais, têm pouca conciliação e muita retórica de guerra. Políticos, empresários, jornalistas e cidadãos devem ter a responsabilidade de civilizar o debate público no país. Infelizmente, vemos raramente isso.

FonteBlog do Kennedy