Sobre Petrobras Dilma recorre ao mesmo argumento de Lula sobre o mensalão: “Eu não sabia”.

PETROBRAS

Depois de vir à tona a chancela que a presidente deu á compra da refinaria americana de Pasadena pela Petrobras, quando era ministra da Casa Civil no governo Lula, em que a belga Astra Oil tendo comprado a refinaria por US$ 42,5 milhões conseguiu revender  50% da firma à Petrobras por US$ 360 milhões, e em seguida a outra metade por  US$ 839 milhões,  Dilma Rousseff como argumento de defesa simplesmente disse: “eu não sabia” como  se isso fosse suficiente para isentá-la de culpa, tal como se deu com o seu padrinho político o Ex-presidente Lula no episódio conhecido como mensalão, pelo qual se quer fora denunciado na ação penal que censurou seus aliados.

Do mesmo modo, espera a nossa presidente que o povo brasileiro seja tão generoso com ela como fora com Lula.  Que a perdoe pelo descuido que ocasionou ao erário público um prejuízo de US$ 1,19 bilhão, ao repassar ao único interessado, a massa falida comprada a peso de ouro, por apenas US$ 180 milhões.

 Entretanto, é bem provável que o povo brasileiro releve esse descaso com o bem público, confirmando a tese de Lula de que “nunca antes na história do Brasil” o trabalhador teve tanto dinheiro a ponto de admitir ser enterrada uma fortuna num negócio cujo valor de mercado correspondia a pouco mais de um décimo da quantia, generosamente, paga com o dinheiro tomado em impostos do cidadão trabalhador.

Aliás, não é inoportuno lembrar que a Ex-ministra de Minas e Energia sempre foi reconhecida como uma especialista do setor de energia, ou seja, Dilma é, talvez, a única pessoa desautorizada a se desculpar alegando que se baseou em “informações incompletas” expostas num parecer “técnica e juridicamente falho”, assinado por alguém de sua inteira confiança.

Diante disso, cabe-nos perguntar se a especialidade da presidente Dilma se verifica por ela fazer muito mal o sabe ou fazer muito bem o que não sabe? E, esperemos que outros especialistas como a PF, o TCU e o Ministério Público Federal façam muito bem o que sabem fazer.

Por: Adão Lima de Souza

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