Ucrânia teme ataque militar russo a qualquer momento.

RússiaKIEV – Autoridades ucranianas fizeram neste domingo um alerta a milhares de pessoas reunidas na Praça da Independência de Kiev para que apoiem a unidade nacional, pois o risco de guerra com a Rússia aumenta cada vez mais: o risco “aumenta”, “a situação é inclusive mais explosiva do que era há uma semana”, considerou o chefe da diplomacia ucraniana Andrei Dechtchitsa, consultado pela rede americana ABC sobre um eventual conflito militar.

As tropas russas de Vladimir Putin estão preparadas para atacar a Ucrânia “a qualquer momento”, declarou neste domingo o secretário do Conselho de Segurança Nacional e de Defesa ucraniano, Andrei Parubi, em um palanque na Maidan, a Praça da Independência, onde ele foi o “comandante” durante a queda de braço entre o movimento de contestação e o presidente Viktor Yanukovytch, atualmente deposto. “O alvo de Putin não é a Crimeia, mas toda a Ucrânia, tropas foram mobilizadas na fronteira  e estão preparadas para atacar a qualquer momento”, declarou Parubi diante de cerca de cinco mil pessoas no centro de Kiev.

Ministério russo da Defesa indicou que Moscou “respeita todos os acordos internacionais sobre a limitação das tropas nas regiões da fronteira com a Ucrânia”. Entretanto, insistem os russos que a defesa da Ucrânia passa por uma aliança estreita com a Federação da Rússia, por uma aliança política, econômica e cultural.

No sábado, cerca de 4.000 pessoas participaram de uma manifestação em Donetsk, agitando bandeiras russas e pedindo a volta de Viktor Yanukovytch.

Na sexta-feira, soldados de elite russos atirando para o alto e apoiados por veículos blindados, tomaram outra base ucraniana na Crimeia, mostrando mais uma vez a determinação de Moscou frente às sanções e aos esforços diplomáticos do Ocidente. Forças russas tomaram o controle de vários navios de guerra ucranianos na Crimeia nos últimos dias.

A demonstração de força da Rússia coincidiu com as acusações feitas na véspera pela Alemanha, importante parceira econômica do governo russo, acusando-o de “dividir a Europa”, nas palavras do chefe da diplomacia alemã, Frank-Walter Steinmeier, em visita a Kiev.

O secretário de Estado americano, John Kerry, revelou que está previsto um encontro em Haia, convocado para esta segunda e terça-feira pelo presidente Barack Obama, com autoridades ucranianas e seus parceiros europeus para discutirem a situação da região.

Por: Adão Lima de Souza

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